
Aos 55 anos, FBAH celebra legado pioneiro e projeta nova agenda para a gestão hospitalar
Há instituições que acompanham a história de um setor. Outras ajudam a escrevê-la. Ao completar 55 anos, a Federação Brasileira de Administradores Hospitalares (FBAH) ocupa esse segundo lugar: o de entidade que não apenas testemunhou a evolução da saúde brasileira, mas participou ativamente da construção de seus fundamentos de gestão, formação, ética e liderança.

Fundada em 26 de fevereiro de 1971, ainda como Colégio Brasileiro de Administradores Hospitalares, a FBAH nasceu em um momento em que o país começava a compreender a complexidade de administrar hospitais. A iniciativa partiu do Padre Niversindo Antônio Cherubin, uma das figuras mais emblemáticas da administração hospitalar no Brasil, que reuniu instituições representativas da área hospitalar com o objetivo de fortalecer a formação e a atuação dos profissionais responsáveis por conduzir organizações de saúde.
Aquele movimento pioneiro tinha um propósito claro: reconhecer que hospitais não poderiam ser geridos apenas pela boa vontade ou pela experiência empírica. Era necessário formar profissionais preparados, capazes de integrar recursos humanos, estrutura assistencial, sustentabilidade financeira, qualidade, ensino, pesquisa e compromisso com o paciente. Em outras palavras, era preciso colocar a gestão no centro da saúde.
Ao longo de cinco décadas e meia, essa visão se mostrou não apenas correta, mas indispensável.
Em um setor marcado por desafios permanentes, da escassez de recursos à incorporação tecnológica, da sustentabilidade das instituições à crescente demanda por qualidade assistencial, a gestão hospitalar tornou-se um eixo estratégico para a entrega de cuidado seguro, eficiente e humanizado.
Desde seus primeiros anos, a FBAH esteve associada a marcos decisivos para a profissionalização da administração hospitalar no Brasil. A Federação apoiou a criação da primeira Faculdade de Administração Hospitalar do Brasil e da América do Sul, oficializada na década de 1970, consolidando uma conquista histórica para a formação superior na área. Também elaborou o Código de Ética do Administrador Hospitalar, documento que permanece como referência ao reafirmar que a boa administração está a serviço da vida, da dignidade humana e do funcionamento responsável das instituições de saúde.
Essa compreensão ética da gestão talvez seja um dos maiores legados da FBAH. Em sua essência, a administração hospitalar nunca foi tratada apenas como técnica. Desde a origem, a entidade defendeu uma formação humanista, capaz de compreender o hospital como ambiente complexo, multiprofissional e profundamente sensível. O administrador hospitalar, nesse contexto, não é apenas aquele que organiza processos; é quem cria condições para que médicos, enfermeiros, equipes assistenciais, áreas administrativas e serviços de apoio atuem de forma integrada em benefício do paciente.
Outro capítulo fundamental dessa trajetória está na produção de conhecimento e na promoção do debate qualificado. A FBAH foi pioneira na realização de eventos voltados à administração hospitalar, começando pelos simpósios da década de 1970 e avançando para os Congressos Brasileiros de Administração Hospitalar. Esses encontros ajudaram a formar gerações de gestores, difundiram boas práticas, aproximaram profissionais de diferentes regiões e colocaram temas estratégicos na agenda do setor.
A tradição dos congressos, jornadas, cursos, premiações e encontros institucionais reforçou a Federação como um espaço de convergência. Mais do que reunir pessoas, a FBAH construiu pontes entre conhecimento, prática e liderança. Em cada fase, contribuiu para ampliar a compreensão de que o hospital é uma das organizações mais complexas da sociedade e que sua administração exige preparo, visão sistêmica e compromisso público.

A história da entidade também é marcada por expansão e articulação. A criação de capítulos regionais, a aproximação com entidades nacionais e internacionais e a participação em movimentos latino-americanos fortaleceram a presença da FBAH para além de São Paulo, ampliando sua influência em diferentes realidades do país e do continente. Esse olhar integrador se mantém atual. Afinal, a saúde brasileira é diversa, regionalizada e atravessada por desafios que exigem soluções conectadas ao contexto de cada território.
Celebrar 55 anos, portanto, não é apenas revisitar datas, nomes e conquistas. É reconhecer a força de uma causa que atravessou gerações. A FBAH passou por diferentes momentos da saúde nacional, acompanhou transformações políticas, econômicas, regulatórias e tecnológicas, enfrentou ciclos de reestruturação e retomada, mas preservou sua missão central: fortalecer o administrador hospitalar e contribuir para uma saúde melhor.
Essa permanência revela algo essencial sobre a própria natureza da Federação. A FBAH não se sustenta apenas pela memória de seus fundadores, embora essa memória seja indispensável. Ela se mantém relevante porque sua pauta continua urgente. Nunca foi tão necessário discutir gestão profissional, governança, eficiência, integração assistencial, inovação com propósito, sustentabilidade financeira e valorização das lideranças que fazem o sistema funcionar.
No presente, essa agenda ganha novo impulso. Sob a presidência de Edmilson Caparelli, a FBAH inicia uma fase de fortalecimento institucional, ampliação de presença e renovação de sua atuação estratégica.
A proposta é reposicionar a entidade como protagonista no ecossistema da saúde brasileira, conectando gestores, instituições, especialistas, empresas, lideranças públicas e privadas em torno de uma agenda comum: qualificar a gestão para transformar resultados.
Essa nova etapa não rompe com o passado; ao contrário, parte dele. A força da FBAH está justamente em unir legado e futuro. O mesmo espírito pioneiro que motivou a criação da entidade em 1971 agora se traduz em novas plataformas de diálogo, eventos, conteúdos, articulações institucionais e iniciativas voltadas à valorização da gestão hospitalar. A retomada da Revista FBAH, os encontros estratégicos, a valorização dos associados e a celebração dos 55 anos compõem um movimento mais amplo de reconexão com o setor.
Nesse contexto, a Federação reafirma que a gestão em saúde precisa ser vista como elemento assistencial. Processos bem definidos, equipes preparadas, governança sólida, uso inteligente de dados, sustentabilidade econômica e cultura organizacional consistente impactam diretamente a jornada do paciente. Uma decisão administrativa, quando bem tomada, pode reduzir desperdícios, evitar falhas, ampliar acesso, melhorar fluxos e criar condições para que o cuidado aconteça com mais segurança.
Essa é uma das mensagens mais importantes que a história da FBAH deixa para o futuro: gestão também cuida. Gestão também salva. Gestão também transforma.
Ao olhar para seus 55 anos, a Federação celebra fundadores, dirigentes, associados, conselheiros, parceiros e todos os profissionais que contribuíram para consolidar a administração hospitalar como campo essencial da saúde. Mas, acima de tudo, celebra a continuidade de um propósito. O que começou como um movimento visionário de profissionais comprometidos com a qualificação dos hospitais tornou-se uma referência nacional em gestão e liderança.

Os próximos capítulos exigirão ainda mais preparo. A saúde brasileira enfrentará pressões crescentes como envelhecimento populacional, judicialização, escassez de profissionais, avanço da inteligência artificial, novos modelos assistenciais, revisão de financiamentos, demandas por ESG, interoperabilidade e experiências mais integradas de cuidado. Nenhum desses temas será resolvido sem gestão. Nenhuma transformação será sustentável sem lideranças capazes de planejar, executar, medir e corrigir rotas.
Por isso, a celebração dos 55 anos da FBAH é também um chamado. Um convite para que administradores hospitalares, executivos, gestores públicos e privados, profissionais da assistência, especialistas e novas lideranças se aproximem da Federação e participem da construção de uma agenda mais forte para o setor.
A história mostra que a FBAH nasceu para abrir caminhos. O presente confirma que esses caminhos continuam necessários. E o futuro dependerá, cada vez mais, da capacidade de unir conhecimento, ética, inovação e compromisso com a vida.
Aos 55 anos, a Federação Brasileira de Administradores Hospitalares celebra sua trajetória com orgulho. Mas não se limita a olhar para trás. Como toda instituição movida por propósito, reconhece no passado a base de sua legitimidade e encontra no futuro a razão de seguir avançando. Porque fortalecer a gestão hospitalar é, em última instância, fortalecer a saúde do Brasil.
Confira alguns importantes depoimentos:
DIRETORIA ESTATUÁRIA
CONSELHO FISCAL
CONSELHO DE EX-PRESIDENTES
CONSELHO NACIONAL DE GESTÃO EM SAÚDE
DIRETORIAS REGIONAIS
FBAH – ASSOCIADOS












































