
Evento ocorre nos dias 8 e 9 de maio e conta com parceria da FBAH para ampliar o debate sobre políticas públicas e organização do cuidado
A Federação Brasileira de Administradores Hospitalares (FBAH) firma parceria com o Congresso de Saúde Humanitária, iniciativa que será realizada nos dias 8 e 9 de maio de 2026, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) na capital paulista. A participação da Federação reforça a conexão entre práticas assistenciais em contextos vulneráveis e os desafios contemporâneos da gestão hospitalar.
Organizado pela Bandeira Científica, projeto de extensão universitária da FMUSP com atuação histórica em expedições de saúde pelo país, o congresso se consolida como um espaço de discussão técnica voltado à produção de conhecimento aplicado e à formulação de políticas públicas baseadas em evidências.
Saúde humanitária
O evento propõe discutir práticas de atenção à saúde em territórios de difícil acesso e populações em situação de vulnerabilidade, abordando temas como saúde global, resposta a desastres, inovação, inclusão e organização de serviços.
A iniciativa nasce da trajetória da Bandeira Científica, que desde 1957 atua na integração entre ensino, pesquisa e assistência, com foco em comunidades com acesso limitado aos serviços de saúde.
Extrapolando o ambiente acadêmico, o congresso se posiciona como um ambiente de articulação entre universidade, gestores, profissionais de saúde e organizações, promovendo o intercâmbio entre teoria e prática, um movimento crítico para a evolução do sistema de saúde brasileiro.
Implicações para a gestão hospitalar
Para gestores hospitalares, o debate proposto pelo congresso amplia a discussão sobre modelos de atenção que vão além do ambiente hospitalar tradicional. A abordagem da saúde humanitária exige capacidade de adaptação, integração de equipes multiprofissionais e tomada de decisão baseada em evidências em cenários de alta complexidade social.
A proposta do evento, ao reunir diferentes atores do sistema, contribui para aproximar a gestão hospitalar de práticas que já vêm sendo testadas em campo, especialmente em iniciativas de extensão e projetos interdisciplinares.
Programação
A programação inclui sessões temáticas, palestras, workshops e cursos, abordando desde saúde pública em comunidades isoladas até inovação em modelos de cuidado e resposta a emergências.
O tema da sessão solene é “Crises Silenciosas: Fome, Saneamento e as Catástrofes Humanitárias Invisíveis”, já as palestras abordarão:
- Saúde humanitária e emergências climáticas
- E migrantes, refugiados e saúde
Os cursos ficarão por conta da discussão dos temas:
- Saúde indígena e territorialidade
- Periferias urbanas e injustiça estrutural
- Experiência das ONGs humanitárias no Brasil
- Inovação social em saúde humanitária
- Saúde mental em contextos de vulnerabilidade
A mesa-redonda comportará o debate a respeito de “Saúde global e diplomacia sanitária: o papel do Brasil”. Enquanto isso, os workshops terão ênfase em aplicabilidade e construção de soluções replicáveis para:
- Logística e liderança em expedições
- Primeiros socorros em situações extremas
- Design de soluções locais em saúde humanitária
Formação e impacto sistêmico
A criação do Congresso de Saúde Humanitária também responde a uma lacuna histórica na formação em saúde: a preparação de profissionais para atuar em cenários de vulnerabilidade e desigualdade.
Ao longo de sua trajetória, a Bandeira Científica já realizou dezenas de expedições e milhares de atendimentos, contribuindo não apenas para a assistência direta, mas para a produção de diagnósticos e evidências que subsidiam políticas públicas.
Nesse sentido, o congresso amplia esse legado ao estruturar um espaço permanente de discussão e disseminação de conhecimento.
Conexão com o ecossistema de gestão
A participação da FBAH como parceira institucional reforça o papel da entidade na qualificação da gestão hospitalar brasileira, conectando seus associados a agendas estratégicas que impactam diretamente a organização do cuidado.
O evento representa uma oportunidade de incorporar novas perspectivas sobre gestão em saúde, especialmente em um cenário em que sustentabilidade, acesso e equidade se tornam dimensões cada vez mais interdependentes.
Submissão de trabalhos científicos
O congresso também abre espaço para a produção acadêmica e aplicada, com submissão de trabalhos científicos voltados a experiências, pesquisas e iniciativas relacionadas à saúde humanitária, aberta. O edital contempla diferentes áreas e formatos, incentivando a participação de profissionais, pesquisadores e estudantes interessados em compartilhar evidências e práticas que contribuam para a qualificação do cuidado em contextos diversos.
Inscrições abertas
As inscrições para o evento estão disponíveis, permitindo a participação de gestores, profissionais de saúde, pesquisadores e demais interessados na temática. A adesão ao congresso possibilita acesso a toda a programação científica e às atividades práticas.




